segunda-feira, 21 de junho de 2010

E se o sistema eclesiástico, como conhecemos, morresse?

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É um processo natural da vida: tudo que nasce, morre. Elienai Cabral Jr. em seu ótimo livro "Salvos da Perfeição" (Editora Ultimato), escreveu: "Se Deus se esvaziou sendo Deus, como recusar o esvaziamento de nossas instituições, pretensas divindades? Se quem é escolheu deixar de ser, nós que não somos que outra opção mais legítima podemos ter?" Será que não está na hora desse sistema eclesiástico, como conhecemos, morrer?
O que vemos do sistema eclesiástico hoje é nocivo, enfermo, perigoso e triste. Entendo por "sistema eclesiástico" esse híbrido de igreja/empresa que violenta o bolso e a alma dos pobres. Essa prost-instituição que assume para si prerrogativas divinas para mandar no imaginário coletivo. "Sistema eclesiástico" é o corpo sem alma, a organização sem organismo, o templo sem igreja, a massa sem rosto, o cristianismo sem Cristo.

Dia desses fiquei lutando com uma ideia estranha que assaltou minha mente: você já imaginou o que aconteceria se Deus enviasse um avivamento dentro da igreja católica? Pergunto: o que impede Deus de "esquecer" tudo isso que chamamos de "igreja" e levantar outra expressão de fé? Ele já fez isso na história. Lembre-se que Israel passou por isso. Acredito piamente que toda essa babel eclesiástica nada mais é, senão Deus babelizando outra vez.

Se esse "sistema eclesiástico" morresse, Deus jamais ficaria sem testemunho na história. Ele não é refém da igreja. O que Deus procura - ainda - são os verdadeiros adoradores (Jo. 4. 23). Deus não procura gerentes divinos, nem mágicos da religião de poder e mídia, mas um povo humilde, digno, feliz. Um povo que, institucionalizado ou não, possui compromisso com o Deus de toda a verdade.

Lembre-se, Deus não tem compromisso com institucionalismos desalmados, nem com esquemas, sistemas e programas - Deus tem compromisso com gente, de carne e osso, transformando o chão da história. Não sei o que Deus irá fazer, pois sei que enquanto humanos, precisamos de associações, somos seres da coletividade, contudo sei que esse sistema que aí está, faliu.

A única certeza feliz que tenho é que sempre que Deus babeliza, a história muda para melhor.

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